Eduardo Aquino
Há estudos belíssimos sobre o potencial do cérebro e seu poder de
modificar-se, de ser renovável, reconstruir-se e toda essa habilidade
poderia ser usada a favor do ser humano. Já imaginou?! A cada dia cada
um de nós pode gerar uma realidade bem melhor, mais prazerosa,
estimulante, renovadora, com a simplicidade de mudar pensamentos,
sentimentos, desejos. Incrível, meu Deus!
Um ser humano bem estimulado por pessoas (e atenção, nem precisa ser
médico, psicólogo, pastor, padre, entre outros apoiadores por profissão
ou prática) capazes de ampliar nosso mundo sensorial – visão, audição,
paladar, olfato, tato –, que é por onde o mundo exterior nos invade,
seria mais sensível. Se déssemos conta das maravilhas e estímulos
positivos que ativam uma função essencial da consciência humana, que é a
percepção dessa nova realidade, nossa química cerebral despejaria um
tsunami de opiáceos e a sensação de prazer seria constante na nossa
vida.
E, olha, sem embriagar-se, usar drogas leves ou pesadas, pois nosso
cérebro já produz substâncias do prazer e relaxamento. Então, por que
somos tão negativistas, preocupados, tensos, sofremos por um futuro
antecipado ou nos escravizamos em um passado de lutos, perdas, ódios,
mágoas, ressentimentos? E o presente, e essa bela paisagem, esse cheiro
delicioso de dama da noite? Esse paladar de um doce caseiro que
degustado desmancha na boca enquanto eterniza na minha memória?
SENSAÇÕES
E o que fazer com esse som maravilhoso que acompanha minha viagem de
carro e me enche de vida enquanto aguardo a carinha da minha filha 200
km à frente? E o tato sagrado do abraço de amor que me arrepia inteiro?!
Se posso ter tantas sensações e percepções tão gratificantes, por que
mergulhar no caso do menino que matou a família em São Paulo? Ou ficar
mal humorado porque o time de futebol vai mal? Ou sofrer com notícias
horrorosas que os meios de comunicação selecionam a cada segundo?
Meus amigos, nós é que construímos a realidade. E o certo é que somos
“consumidores” de notícias ruins, de tragédias, de maldades e, do sofá
ou da cadeira ou com o celular em mãos, gastamos nossa renda
insuficiente comprando mídias para ser testemunhas impassíveis de
poderosos corruptos, de atores e atrizes banais desnudos, pegos bêbados
em blitz de Lei Seca, ou do crime horroroso de cada dia, das brigas
políticas dos mesmos personagens, que de escândalo em escândalo são
reeleitos para nos matar de ódio!
Está vendo a lógica? Todos os dias lemos, assistimos, ouvimos um
conteúdo catastrófico, negativista do lado mais escuro da natureza
humana. E, dentro de nossa mente, pessoas são más, ninguém é confiável, o
mundo está perdido, não vale a pena ser bom, honesto, confiável num
mundo que os mais desonestos, violentos, corruptos é quem vivem bem, com
seus carros importados, iates, viagens internacionais. Com isso, a fé
em quem nos lidera em diversas áreas, o incentivo a honestidade, a
sensação de que vale a pena a competência, o mérito, enfim, os mais
valiosos conceitos e práticas vão sendo desmoronados por um bombardeio
de péssimas notícias.
AUTORES
Como diria o psiquiatra francês Henry Ey, “somos sujeitos de nossas
ações, autores de nosso personagem, artesãos do próprio mundo”. É hora
de mudarmos o disco, de sermos mais coerentes, ter a coragem de assumir
que Deus nos criou para a alegria, o prazer, o relaxamento. Se não
estamos nesse tipo de realidade, é por pura incompetência! E chega de
reclamar de todo mundo! Continuo a afirmar que ser feliz é competência e
arbítrio de cada um de nós! (transcrito de O Tempo)

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