terça-feira, 26 de maio de 2015

Operações duvidosas.



Além da relutância e dos esforços (imorais) do BNDES para tentar garantir o sigilo sobre suas operações com a JBS S.A., causa mais estranheza ainda que uma empresa pública, como o BNDES, possa ser acionista de uma empresa privada como a JBS (que, obviamente, não é [e não poderia ser] uma sociedade de economia mista).
Até onde a Lei Maior permite, salvo engano, o Estado somente poderia explorar uma atividade econômica quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo!
E o mais tenebroso: a JBS, que em 2009 estava na iminência da falência, conseguiu dispor de R$ 4 BILHÕES em títulos no ano de 2010, tendo sido 99% dos títulos comprados pelo BNDES. Fato então denunciado em plena sessão pública do dia 16/06/2010, na Câmara dos Deputados.
Por fim, não menos extraordinário, apesar de ter quase falido em 2009, o Capital Social da JBS S.A. atualmente alcança a respeitosa cifra de mais de R$ 21,5 BILHÕES (o que pode ser consultado publicamente pelo sítio da Receita Federal, através do CNPJ da JBS: 02.916.265/0001-60), patrimônio este muito superior à metade do Capital Social do próprio BNDES que, segundo informado no seu próprio sítio, é pouco mais de R$ 36 BILHÕES.