Wanderley
Faria
Estou agora, neste momento, divagando e quase
parando.
Parando de divagar,
não. Parando de pensar, não. Se parar de pensar, é sinal que morri. Não eu
tenho que pensar em tomar uma atitude, seja qual for. Uma atitude que eu não
possa me arrepender amanhã.
Eu sempre tive essa
atitude de falar, de responder as perguntas que me faziam. Jamais deixei de
responder a uma pessoa, seja com palavras ou com atitudes. Não fui covarde.
Acho que este foi o meu grande erro... estou agora notando. As pessoas não
gostam de responder com um não. Por covardia, eu acho; ou por esperteza. Não
sei mais onde está a verdade.
Eu sempre gostei de
conversar, de discutir até, em favor da defesa de uma tese. Mas aceitava o não,
quando não me restavam argumentos. Absolutamente não era irredutível. Várias
vezes fui vencido e me calei. Embora algumas vezes, tenha verificado que eu
estava certo e que houvesse, talvez continuado com a minha tese, seria
vencedor.
Mas agora, mais cansado
pelos anos, estou entendendo que algumas pessoas se conformam, muito cedo e
preferem, para não se contrariarem, dar como resposta o silêncio. Mas este não
é tão fácil de ser dito, mas porque não o é. Eu acho que por covardia que é por
falta de argumentos.
Mas deixa para lá.
Algumas pessoas são assim mesmo. Não adianta querer tentar modificar agora,
temos que nos conformar. Mas eu prefiro levar um não pela cara, do que uma
pergunta não ser respondida. Nada pior que a dúvida, melhor é uma certeza, seja
qual for ela.
Amigos, esta é a forma
que encontrei para desabafar. Talvez ninguém leia isto que escrevi. Por certo
as pessoas que agem, desta forma, não leiam mesmo, mas também, quem perderá são
elas, por não tomarem conhecimento de que o fato, de não discutirem suas teses,
ou suas certezas, na verdade não leva a nada. Só a incerteza, a dúvida e a uma
tristeza grande, sem fim.
Um comentário:
Comungo o mesmo pensamento, doutor.
Forte abraço!
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