quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Fotografia de uma vida inteira, em doses homeopáticas para não saturar



Wanderley Farias

Eu vivi durante os chamados anos dourados.
Acompanhei à distância os horrores da Segunda Grande Guerra Mundial.
Vi surgir essa maravilha que é a televisão.
A evolução do telefone e o inexplicável surgimento do computador e este fenômeno que é o celular.
Talvez os anos dourados, não tivessem toda esta poesia e romantismo, que têm, se já houvessem essas maravilhas sido inventadas.
Tive uma infância, na verdade comum, como as crianças da época. Algumas particularidades, como é normal. Filho único de um casal, a minha irmã, não cheguei a conhecer, ela faleceu bem antes de eu nascer. Meu pai era um comerciante do ramo fotográfico, chegou a possuir quatro casas do negócio e minha mãe professora.
Estudei em bons colégios, não posso reclamar. Por minha mãe ser professora ela me levava em sua companhia desde os cinco anos de idade para o colégio. Comecei no Jardim de Infância aos cinco na verdade, pois aniversariando em dezembro, não possuía idade para ser matriculado na época.
A ida e volta era uma verdadeira odisseia, pois morando em Olaria tinha que frequentar uma escola em Copacabana. Saía de manhã cedo, minha mãe começava lecionar às 12:30 e terminava seu expediente às 17:00 horas. 
Pegávamos o trem em Olaria até a Leopoldina, a seguir íamos de ônibus (linha 14) até o bairro de Botafogo, para finalmente pegarmos outro ônibus, o 12 Central a Copacabana. A volta era no sentido inverso a mesma a maratona. Estudava no Colégio Mello e Souza e lembro do nome de todas as professoras. A primeira foi Maria José (1º ano), no 2º ano foi Ana, que por acaso era minha tia, irmã de minha mãe (e foi a única a me colocar de castigo). Na 3ª série foi  a professora Odete; após veio a Adalgisa, que eu não gosto nem de lembrar do nome; após, na 5ª série o chamado Admissão, foi professora Leda.
Neste colégio estudei praticamente por oito anos, como já não morava em Olaria, tínhamos ido residir em Maria das Graças, perto do Méier, aí  fui transferido para um colégio mais próximo, no Méier, Colégio Metropolitano, onde terminei o ginásio e  finalmente voltando para Olaria, terminei o científico estudando em Ramos, no Colégio Cardeal Leme.  
Fiz amigos no tempo de escola, pessoas que me honram até hoje com a sua amizade, especialmente no Cardeal Leme. Amigos que se mantém fieis, até hoje. São contatos e amigos no Facebook. Fiz amizades no Mello e Souza e no Metropolitano, mas com o passar dos anos as estradas foram se afastando e não tenho mais nenhuma notícia.

Continua...

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