quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Prisão dos mensaleiros fica para a semana que vem…

Ricardo Brito
Estadão
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou nesta quinta-feira, 14, a sessão sem ter definido quando começa o cumprimento das penas dos condenados do mensalão. O presidente do STF e relator do processo, Joaquim Barbosa, não levou para aprovação dos demais colegas em plenário as informações sobre a decisão da véspera, que numa sessão confusa, aprovou a execução imediata das punições. Dessa forma, os condenados só devem ser presos na próxima semana, após o feriado de sexta-feira, 15, da Proclamação da República.
Joaquim Barbosa passou boa parte da sessão desta quarta-feira fora da cadeira da presidência da Corte, ocupada interinamente pelo ministro Ricardo Lewandowski. Barbosa se declarou suspeito de votar em um processo que avaliava a incorporação de vantagens por juízes antes de eles ingressarem na magistratura. Ele nem sequer ficou no plenário durante a análise desse caso.
No retorno do intervalo, apesar da expectativa de que finalmente o caso do mensalão seria debatido, Joaquim Barbosa também não voltou ao plenário. Desde cedo, o relator do mensalão determinou a sua equipe passar um pente fino para fechar, a partir da decisão de ontem do Supremo, quais condenados terão de cumprir imediatamente a pena. Não se sabia se uma lista seria divulgada ainda hoje.
Extraoficialmente, 11 condenados devem ir para a prisão nos próximos dias. Entre eles, o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente do PT e deputado federal José Genoino (SP) e o ex-tesoureiro petista Delúbio Soares.
DIRCEU PASSA FERIADÃO NA BAHIA
Enquanto o Supremo Tribunal Federal definia o destino de 21 dos acusados no processo do mensalão, o ex-ministro José Dirceu descansava com a família na região de Itacaré, no litoral sul da Bahia. Veja o vídeo aqui.
 Dirceu chegou ao local na última segunda-feira, 11, e deve permanecer durante o feriado do dia 15. A região abriga hotéis de luxo e residências de alto padrão.
A única forma de acesso é por uma rodovia estadual. Para se chegar à localidade é preciso atravessar um ramal de estrada de chão batido por onde circulam apenas pessoas autorizadas. Ninguém entra no local sem passar pelos seguranças.
As praias são praticamente privativas. A região é protegida por reservas de mata atlântica e é praticamente impossível se chegar pela areia.

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