Helio Fernandes
Dona Dilma não sabia o que era plebiscito, pode começar a aprender
com o voto do ministro Celso de Mello, hoje, a partir das 14h30. Agora
não existe mais “tecnalidade”, advogados, leis, Constituição, nada vezes
nada.
Celso de Mello terá que dizer “apenas” SIM ou NÃO. E nem se fala ou
se fale em embargos infringentes, regimento interno, convicção ou falta
dela. O último ministro dirá SIM à prorrogação do julgamento, e aí o
tempo será medido de uma forma. Se o decano disser NÃO, o que existirá:
tempo contra ou a favor, apenas para a ansiedade geral, mas tudo terá
terminado.
Já tenho dito e insisto: não há como adivinhar o voto do ministro.
Mas como este Blog pretende se firmar como uma sucursal da Casa de
Apostas mais famosa do mundo, a Ladbrokes de Londres (tem 1.600 lojas),
serão 50 por cento para cada opção.
Eu me recuso a acertar ou errar numa aposta. Por isso, combinei com o
editor Carlos Newton: hoje mesmo, a partir de meia hora da fala do
decano, e depois de meia em meia hora, irei interpretando o que for
acontecendo. Entre apostar e interpretar, irei FAZENDO ISSO, AINDA HOJE.
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PS – AGUARDEM: Estou tão inseguro, incerto e sem informação quanto
todo o Brasil. Até o momento em que escrevo, no final de terça-feira, a
interrogação é a mesma.
PS2 – E não há palpite que possa substituir os fatos que irão acontecendo daqui a algumas horas.
PS3 – Até já, e que a satisfação seja geral, como diria na certa Machado de Assis.
DONA DILMA, SENSATA,
ADIOU A VIAGEM AO EUA
Não cancelou, apenas desmarcou. Venho escrevendo, “a senhora fez o
que tinha que fazer, não precisa cancelar a viagem, basta adiá-la. Siga
os que lhe dizem isso, no Planalto”.
A decisão foi sábia, mas acabou sendo também hilariante. A nota
oficial do governo brasileiro começa alegando o motivo (a espionagem dos
EUA): “Tendo em conta a proximidade da programada visita de Estado a
Washington – e na ausência de tempestiva apuração do ocorrido, com as
correspondentes explicações e o compromisso de cessar as atividades de
interceptação – não estão dadas as condições para a realização da visita
na data anteriormente acordada”.
Mas em seguida a nota distribuída pelo porta-voz da Presidência,
Thomas Traumann, entra-se na fase cômica, anunciando que a decisão foi
tomada pelos dois presidentes – Dilma Rousseff e Barack Obama. “Dessa
forma, os dois presidentes decidiram adiar a visita de Estado, pois os
resultados desta visita não devem ficar condicionados a um tema cuja
solução satisfatória para o Brasil ainda não foi alcançada”. Decisão
tomada pelos dois presidentes? Há!Ha!Ha!
Já que estamos falando em CANCELAR, o verbo deveria ser usado também
para os leilões-licitações do pré-sal. Afinal, como já mostrei, há 8
anos a senhora era francamente contra essa entrega. Todas as Centrais
Sindicais estão pedindo isso, 10 anos depois de mim, com a mesma
validade.
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