Wanderley Farias
Eu já participei muito desse processo licitatório. Participei
de várias licitações
Já vi e notei muitas “armações”.
Não é um procedimento iniciado pelo PT, nem por qualquer partido político. Sejamos
justos. Já está entranhado na natureza
da população. Na natureza das empresas.
Já verifiquei e constatei empresas que “venceram” uma
licitação, oferecendo um preço inexequível. Ao ser inquirido ao presidente da
Comissão de Licitação que já se via a impossibilidade de execução do serviço
pelo preço oferecido, a resposta era: é o menor preço e o problema era do
vencedor, se era inexequível ou não. Mas nada era feito. Isto em serviço das
Forças Armadas e assim em quase todas.
A Petrobrás já era um cartel há tempo. Era impenetrável.
Algumas empresas nem se propunham a participar, pois existia uma espécie de “igrejinha”
armada. Quem está fora não entra.
Já vi licitações que uma só pessoa chegava portando várias
propostas, de diferentes empresas, todas feitas no mesmo local. Logicamente não
tinham a mesma apresentação. Era feito de forma para disfarçar. No tempo da máquina de escrever era feito com
esferas diferentes. Isto é bem antigo, já nem se usa mais a máquina de escrever.
Atestados de capacidade eram manuseados
ao bel prazer da parte interessada. Sempre feito pelo prestador do
serviço, jamais pelo do tomador.
Vi muita coisa, propostas serem lançadas pela janela do
prédio, onde estava sendo realizada a licitação, porque o participante foi
descuidado e não estava no esquema.
Mas o que o PT fez foi a institucionalização da pilantragem.
Ele oficializou a mesma, se tornando o centro e o principal fim e começo dos
interesses da propina e do suborno.
Eu coloco todos os ramos que participavam e participam no
mesmo barco. Mão de obra de limpeza, de segurança e vigilância. Fornecimento de
equipamentos e tudo mais. Aí eu posso citar a Petrobrás, a Caixa Econômica, o
Banco do Brasil, os Hospitais Civis e/ou Militares, tanto os estaduais, como os
federais.
Novas empresas surgindo do nada. Empresários que se apresentavam como se fossem loucos e acreditássemos que estavam prontos a dar o bote no mercado licitatório.
Não é o PT. Não é o PT pai disto. Somos nós, com a mania de querer
tirar vantagem de tudo e de todos. Não é o pai não, mas é o padastro, o que fez
por ambição de uns poucos, para tentar se manter na direção, tirando vantagens.
Roubando e ludibriando, como nunca se fez no país.
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