sábado, 9 de maio de 2015

Homenagem as mães

Wanderley Farias

 Quero aqui neste momento prestar esta homenagem a minha inesquecível MÃE, que imensas saudades.

   Quero também homenagear as minhas filhas, que já são agora mães.
   
   Com carinho especial homenagear a minha companheira atual, que é mãe devotada.

  Presto ainda homenagem as mães dos meus filhos e filhas e extensivamente a todas as mães amigas e as mães desconhecidas.

     A primeira vez, que ouvi o texto, que estou publicando, estava em companhia de minha inesquecível MÃE. 
 


HOMENAGEM AS MÃES
Paulo Roberto

Mãezinha querida.
Quero deixar aqui, nestas palavras que vou dizendo ao deus dará da emoção. Um grande abraço estremecido em soluços e um beijo, mãezinha. Um beijo muito molhado de lágrimas. Sinto que esta é a hora de ficar alegre e não sei como, nem porque, esta palavra, lágrima tombou dos meus olhos para os meus lábios.
Como lhe devo minha mãe. Devo-lhe tudo. A começar pela vida.
Por muitos e muitos meses, vivi no seu seio aquecido ao calor do seu coração. E o ar que você respirava é que conduzia oxigênio e vida ao inconsciente, tranquilo explorador de sua vitalidade, que era eu.
Quando nasci, ficamos ainda por alguns instantes ligados um ao outro. E foi quando mãos estranhas nos separaram, cortando, partindo o último liame que fazia de nossas vidas, uma vida. Creio que os recém nascidos choram, porque sentem a mágoa desta separação. Mas nem por isto nos afastamos um do outro. Seu sangue generoso se transmudou na brancura do leite e eu continuei vivendo dele e de você mãezinha.
Vieram depois as noites de vigília e os dias de angústia, quando você aplicava sobre a minha fronte os lábios temerosos de encontrar a ameaça da morte no sintoma da febre.
Mais tarde aprendi com você as primeiras palavras e a rezar a primeira oração balbuciada.
Nossa primeira grande separação aconteceu, quando você me vestiu a roupinha nova de colegial, lembra-se e cruzou, sobre o meu peito, com emocionado carinho a correia da malinha dos livros escolares. Eu ia enfrentar o mundo com lágrimas nos olhos. Porque pela primeira vez, estava sozinho, sem você, longe da senhora mãezinha. Como lhe devo, e quanto, minha mãe.
Homens, que somos nós? Diante da figura de uma mulher mãe. Creio que nós os homens só não somos completamente maus, porque nascemos todos de um ventre de uma mulher mãe. E é você, é a senhora. Não sei que tratamento lhe dar. Creio que seria justo. Creio que não ofenderia nem de leve, a doce mãe de Jesus. Se eu lhe falasse agora, rezando baixinho.
Minha mãe... Bendita sois vós, entre as mulheres.
(Texto transcrito por Wanderley Farias, de memória)  

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