Wanderley Farias
Você já se sentiu assim?
Cercado de pessoas e de quase todo o mundo e só.
Tenho muitos conhecidos, poucos amigos, que procurei
selecionar ao longo dos anos e familiares, parentes e estou me sentindo
isolado?
Solitário...Só?
Assim é que me sinto no momento, agora, atualmente.
Reconheço que não fui nenhum “santo” no decorrer de toda a
minha trajetória pela vida. Talvez tenha plantado para isto, mas cultivado não,
nem regado ao menos. Mas reconheço que não esperava, fui pego de surpresa e
agora que estou chegando ao quase final da caminhada, de uma longa caminhada,
reconheço. Porque ninguém fica para semente. Alguns conhecidos não chegaram a
caminhar tanto. E eu me pergunto porquê. Dizem que religião não se discute, eu
entendo assim e creio não estar errado.
Aqui se faz, aqui se paga. Embora eu tenha ouvido falar de
outra forma, a minha crença diga um pouco diferente, pode-se levar algumas
dívidas para se pagar em outras vidas. Eu particularmente, não queria ficar
devendo. Entendo que o não pagamento deva ser só por fatos alheios a vontade de
cada um. Acontecimentos e fatos não previstos ou imprevistos.
Estou vendo vários conhecidos e até amigos partirem, deixarem
esta longa estrada da vida, às vezes não tão longas assim. Acredito, pelos
fatos e acontecimentos pessoais que ainda tenho uma grande estrada a percorrer.
Aí pergunto? Por quê? Para quê?
Eu mesmo respondo, fazendo uma nova pergunta: para pagar
dívidas? Será? A quem? Contraí tantas? Só se forem de outras vidas, anteriores. Se forem dívidas
comigo, para comigo não necessita, eu desculpo, não quero que paguem, já recebi
o bastante. Neste final de reta ou de curvas na vida, nada é mais necessário.
Façam bom proveito. Que fiquem os créditos.
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