domingo, 26 de abril de 2015

JOGANDO CONVERSA FORA - SOLIDÃO

Wanderley Farias

Você já se sentiu assim?
Cercado de pessoas e de quase todo o mundo e só.
Tenho muitos conhecidos, poucos amigos, que procurei selecionar ao longo dos anos e familiares, parentes e estou me sentindo isolado?
Solitário...Só?
Assim é que me sinto no momento, agora, atualmente.
Reconheço que não fui nenhum “santo” no decorrer de toda a minha trajetória pela vida. Talvez tenha plantado para isto, mas cultivado não, nem regado ao menos. Mas reconheço que não esperava, fui pego de surpresa e agora que estou chegando ao quase final da caminhada, de uma longa caminhada, reconheço. Porque ninguém fica para semente. Alguns conhecidos não chegaram a caminhar tanto. E eu me pergunto porquê. Dizem que religião não se discute, eu entendo assim e creio não estar errado.
Aqui se faz, aqui se paga. Embora eu tenha ouvido falar de outra forma, a minha crença diga um pouco diferente, pode-se levar algumas dívidas para se pagar em outras vidas. Eu particularmente, não queria ficar devendo. Entendo que o não pagamento deva ser só por fatos alheios a vontade de cada um. Acontecimentos e fatos não previstos ou imprevistos.
Estou vendo vários conhecidos e até amigos partirem, deixarem esta longa estrada da vida, às vezes não tão longas assim. Acredito, pelos fatos e acontecimentos pessoais que ainda tenho uma grande estrada a percorrer. Aí pergunto? Por quê? Para quê?
Eu mesmo respondo, fazendo uma nova pergunta: para pagar dívidas? Será? A quem? Contraí tantas? Só se forem de outras vidas, anteriores. Se forem dívidas comigo, para comigo não necessita, eu desculpo, não quero que paguem, já recebi o bastante. Neste final de reta ou de curvas na vida, nada é mais necessário. Façam bom proveito. Que fiquem os créditos.

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