domingo, 23 de novembro de 2014

Ficção Política

Wanderley Farias

Qualquer semelhança é mera coincidência.

Em um lugar distante, não muito longe daqui, existe um país chamado Lisarb, onde vive um povo acomodado, que só pensa em futebol e carnaval. É uma população que só pensa em tirar vantagens de tudo. Os políticos só queriam enriquecer. Trabalhar mesmo não, era nome feio para eles, palavrão mesmo.

Em dado momento surgiu um “trabalhador”, que nunca trabalhou na verdade, mas tinha uma ânsia de enriquecer, isso só era possível aos políticos e alguém bem nascido.

Conseguiu bolar um plano para alcançar o seu maior objetivo. Enriquecer a qualquer custo, nem que fosse necessário trair, roubar, iludir, isso não importava, o objetivo era um só.  Com outros “espertos”, conseguiu formar um partido político que chegou a se denominar, impropriamente, com o nome de tudo aquilo que eles mais odiavam: trabalho.

Pode parecer absurdo, mas conseguiu se eleger e após eleger uma sucessora, apesar do povo na rua clamar contra a corrupção existente conseguiram afundar a maior empresa do país, uma outra só escapou porque foi privatizada.

O partido teve seus dirigentes todos condenados pela Suprema Corte de Justiça de Lisarb, embora durante a condenação passeavam do lado de fora, viajavam para outras cidades. Agora o absurdo maior os políticos continuaram a receber seus altos salários, como se nada tivesse ocorrido.

Aqui no Brasil teve uma época que se dizia estarmos em um Mar de Lama, lá em Lisarb foi um Tsunami de lama fedorenta, que lembrou outra coisa.

Por hoje é só.
Se deixarem voltarei.

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