Escrevo este artigo
porque acabo de receber mensagem de um cubano exilado no Brasil que
confirma tudo que venho dizendo. Em Cuba, esses médicos receberiam o
equivalente a US$ 30 por mês. No Brasil, receberão US$ 300 para suas
despesas pessoais. Dessas contas, meu correspondente conclui que o
governo brasileiro ganha muito com o efeito eleitoral da medida. E o
governo cubano lucra muito, em espécie, para financiar a repressão sobre
a Ilha com dinheiro tomado dos médicos. Vítimas e vigaristas
perfeitamente identificados. Caso de polícia.
Meu correspondente, o
periodista de Cuba Libre Digital Jorge Hernández Fonseca, afirma que o
Brasil está substituindo a Venezuela como financiadora da ditadura
cubana enquanto Cuba favorece o projeto petista de reeleição em 2014 com
o envio de seus médicos para locais desassistidos do território
brasileiro. É tudo política e geopolítica. Se fosse zelo para com a
saúde pública esse programa deveria ter nascido 10 anos antes. E o
governo teria estimulado o surgimento de escolas de Medicina há muito
mais tempo.
Por fim, creio
indispensável abordar outra questão a respeito da qual, até agora, não
se tratou. Todos os cubanos que estão entrando no Brasil são médicos e
vêm para o programa Mais Médicos? Não tenho como provar, mas o simples
uso da razão aplicado ao que sei sobre a realidade cubana me permite
perguntar se são realmente médicos todos os que nesses dias passam pela
imigração como participantes do MM. Não haverá, entre eles, pagos por
nós, agentes cubanos enviados com outras finalidades? Uma como feitores
(para usar a palavra adequada), incumbidos de controlar a atividade
profissional e a conduta dos infelizes e discriminados cubanos? E outra
como agentes políticos, para colocar os médicos a serviço das pautas do
Foro de São Paulo em nosso país?
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